É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste. É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada É difícil valori...
É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Amemos! Quero de amor Viver no teu coração! Sofrer e amar essa dor Que desmaia de paixão! Na tu’alma, em teus encantos E na tua palidez E no...
Amemos! Quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu’alma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!
Quero em teus lábios beber
Os teus amores do céu,
Quero em teu seio morrer
No enlevo do seio teu!
Quero viver d’esperança,
Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança
Quero sonhar e dormir!
São duas rosas unidas, São duas flores nascidas Talvez no mesmo arrebol. Vivendo no mesmo galho, Da mesma gota de orvalho, Do mesmo raio de ...
São duas rosas unidas,
São duas flores nascidas
Talvez no mesmo arrebol.
Vivendo no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.
Vivendo... Bem como as penas
Das duas asas pequenas
De um passarinho no céu.
Como um casal de rolinhas
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.
A flor que atiraste agora, Quisera trazê-la ao peito; Mas não há tempo nem jeito... Adeus, que me vou embora. Sou dançarina do arame, Não t...
A flor que atiraste agora,
Quisera trazê-la ao peito;
Mas não há tempo nem jeito...
Adeus, que me vou embora.
Sou dançarina do arame,
Não tenho mão para flor:
Pergunto, ao pensar no amor,
Como é possível que se ame.
Quando chegares e eu te vir chorando De tanto te esperar, que te direi? E da angústia de amar-te, te esperando Reencontrada, como te amarei?...
Quando chegares e eu te vir chorando
De tanto te esperar, que te direi?
E da angústia de amar-te, te esperando
Reencontrada, como te amarei?
Que beijo teu de lágrima terei
Para esquecer o que vivi lembrando
E que farei da antiga mágoa quando
Não puder te dizer por que chorei?
Quando a primeira vez, da minha terra Deixei as noites de amoroso encanto, A meu doce amante suspirando Volveu-me os olhos úmidos de pranto....
Quando a primeira vez, da minha terra
Deixei as noites de amoroso encanto,
A meu doce amante suspirando
Volveu-me os olhos úmidos de pranto.
Um romance cantou de despedida,
Mas a saudade amortecia o canto!
Lágrima enxugou nos olhos belos...
E deu-me o lenço que molhava o pranto.
Quantos anos, contudo, já passaram!
Não olvido, porém amor tão santo!
Guardo ainda num cofre perfumado
O lenço dela que molhava o pranto.
De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espant...
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
Ouve estes versos que te dou, eu Os fiz hoje que sinto o coração contente Enquanto teu amor for meu somente, Eu farei versos... E serei feli...
Ouve estes versos que te dou, eu
Os fiz hoje que sinto o coração contente
Enquanto teu amor for meu somente,
Eu farei versos... E serei feliz...
E hei de fazê-los pela vida afora,
Versos de sonho e de amor, e hei depois
Relembrar o passado de nós dois...
Esse passado que começa agora...
Ai, a lua que no céu surgiu Não é a mesma que te viu Nascer dos braços meus Cai à noite sobre o nosso amor E agora só restou do amor Uma pal...
Ai, a lua que no céu surgiu
Não é a mesma que te viu
Nascer dos braços meus
Cai à noite sobre o nosso amor
E agora só restou do amor
Uma palavra: adeus
Ai, vontade de ficar
Mas tendo de ir embora
Ai, que amar é se for morrendo pela vida afora
É refletir na lágrima
Um momento breve.
Eu penso em ti nas horas de tristeza Quando rola a esperança emurchecida Nas horas de saudade e morbidez Ai! Só tu és minha ilusão querida E...
Eu penso em ti nas horas de tristeza
Quando rola a esperança emurchecida
Nas horas de saudade e morbidez
Ai! Só tu és minha ilusão querida
Eu penso em ti nas horas de tristeza.
Vê quanta sombra me escurece o seio!
Que palidez sombria no meu rosto!
Tu és a única luz da treva em meio
Tu és a minha estrela do sol posto...
Contigo a sombra não me tolda o seio.
Neguei a minha existência, Quando não mais podia chorar, Fiz a minha própria consciência, Abdiquei do direito de sonhar. Revoguei todos...
Neguei a minha existência,
Quando não mais podia chorar,
Fiz a minha própria consciência,
Abdiquei do direito de sonhar.
Revoguei todos os meus sentimentos,
Até mesmo aqueles que me faziam acreditar,
Criei os meus próprios argumentos,
Mas para trás não iria mais olhar.
Mudei os meus atos, fiz a minha conduta,
Mas não me fiz por inocência,
Os meus passos serão marcas da minha luta,
E as minhas palavras, serão marcas de toda evidência.
É tão vasto o silêncio da noite na montanha. É tão despovoado. Tenta-se em vão trabalhar para não ouvi-lo, pensar depressa para disfarçá-lo....
É tão vasto o silêncio da noite na montanha. É tão despovoado. Tenta-se em vão trabalhar para não ouvi-lo, pensar depressa para disfarçá-lo. Ou inventar um programa, frágil ponto que mal nos liga ao subitamente improvável dia de amanhã. Como ultrapassar essa paz que nos espreita. Silêncio tão grande que o desespero tem pudor. Montanhas tão altas que o desespero tem pudor. Os ouvidos se afiam, a cabeça se inclina, o corpo todo escuta: nenhum rumor. Nenhum galo. Como estar ao alcance dessa profunda meditação do silêncio. Desse silêncio sem lembranças de palavras. Se és morte, como te alcançar.
Voltaste, meu amor... enfim voltaste! Como fez frio aqui sem teu carinho.... A flor de outrora refloresce na haste que pendia sem vida ...
Voltaste, meu amor... enfim voltaste!
Como fez frio aqui sem teu carinho....
A flor de outrora refloresce na haste
que pendia sem vida em meu caminho.
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